A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

Hodiernamente, sabe-se que a mobilidade urbana se trata da facilidade no deslocamento de pessoas e bens para potencializar as atividades econômicas e sociais no âmbito urbano. Contudo, no Brasil enfrenta-se dificuldades quanto a mobilidade desde a quarta fase da indutrialização do país com o governo de Juscelino Kubitscheck trazendo as indústrias automobilísticas e o desenvolvimento urbano em torno das mesmas, dando menos atenção aos outros meios para a mobilidade. Assim sendo, se faz necessário analisar as causas, consequências e possíveis soluções para a crescente crise da mobilidade urbana no Brasil.

Em primeiro lugar, pode-se compreender que com a chegada das indústriais automobilísticas, a mobilidade urbana se alterou, pois as pessoas não possuem uma boa infrainstrutura quanto aos outros meios de transporte, principalmente público, assim tendo uma má qualidade em transportes públicos e pouca assistências para a mobilidade urbana, como a precariedade dos ônibus e a periculosidade dos mesmos e a falta de investimentos em ciclovias. Dessa forma fica claro a preferênica da população brasileira em ter seu próprio veículo, para evitar os meios de transporte públicos, assim em 2019 o país registrou um número de aproximadamente 44,8 milhões  de veículos individuais, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). A partir disso, torna-se evidente que existe uma grande crise no deslocamento de pessoas por conta do volume de meios de transporte individuais, mostrando assim que é muito importante que se tenha um melhor investimento na mobilidade.

Segundamente, é observável que com o advento da crescente crise na mobilidade urbana, houve um aumento na circulação e no volume de veículos por todo o país. Dessa forma, houve um consequente aumento nos índices de acidentes, que podem provocar multilações graves ou até mortes, já que, pesquisas do Observatório Nacional de Segurança Viária (Onsv) apontam que as taxas de acidentes no trânsito são de 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Com isso, pode-se compreender é de extrema importância que se tenham mudanças quanto a mobilidade que se mostra muito nociva aos brasileiros atualmente.

Em síntese dos dados apresentados, pode-se concluir que se faz necessário por parte das autoridades governamentais e o Ministério dos transportes, traçar estratégias e metas para a diminuição do volume de veículos individuais, melhora nos tranportes públicos e na infraestrutura, por meio de investimentos e campanhas a serem produzidas tanto presencialmente quanto por meio do marketing digital. A partir disso, espera-se que ocorra uma melhora na qualidade da mobilidade urbana dos brasileiros, permitindo que todos possam usufruir do direito de ir e vir do cidadão.