A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

A mobilidade urbana trata-se de um assunto que é geralmente discutido nas políticas públicas que envolvem o planejamento das cidades. Foi na República que o mandato de Juscelino Kubitschec ( 1956-1961), como presidente do Brasil, a partir do desenvolvimento do plano de metas, 50 anos em 5, ele investiu na implantação de indústrias automobilísticas incentivando o transporte rodoviário. No entanto, o progresso de JK obteve como resultado um processo desordenado de urbanização no país, o qual é responsável pela atual crise.

Deve-se pontuar que o tema em questão se refere principalmente ao andamento de urbanização das cidades. Esse meio teve uma intensificação com a chegada das grandes indústrias no Brasil, em meados da década de 1930. Migrações rápidas feitas em busca de empregos e melhores condições de vida não acompanhou a geração de trabalho, o que trouxe competitividade em várias áreas. Com isso, a mobilidade urbana ao longo do tempo ganhou indícios, acarretando graves problemas urbanos.

Contudo as cidades brasileiras cresceram assustadoramente nas últimas décadas do século XX. Para comparar, a taxa de população vivendo nas zonas rurais no início do século passado era de 65%, já nas zonas urbanas era de 35%. No fim do mesmo século, a população urbana era de 80% contra 20% da população rural. Logo, a evolução dos meios de transporte não conduziu esse rápido crescimento. Com isso, os veículos públicos se desenvolveram além do esperado, causando um rápido sucateamento. Esse sucateamento contribuiu para que as classes de maior poder aquisitivo adquirissem seu próprio transporte, aumentando o número de veículos nas ruas.

Em virtude do que foi mencionado, evidencia-se que o cenário atual urge de intervenções imediatas. Sendo assim é imprescindível que, haja por parte do Governo Federal, em parceria, com o Ministério e Transporte e Infraestrutura, reformas nas alternativas de transporte público, fazendo-se necessário a implantação de mais metrôs e ferrovias, além da manutenção dos ônibus já adquiridos. Além disso criar mais vias ciclísticas e pontos de aluguéis de bicicletas e patins, como meio de locomoção sustentável.