A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/05/2021

Entende-se como mobilidade urbana as condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. O debate sobre tal problemática se acirra cada vez mais no Brasil, visto que a maior parte das grandes metrópoles do país encontram dificuldades em criar um planejamento que realmente supra todas as demandas da população. Devido a grande necessidade dos meios de transporte, especificamente os coletivos, muitos encontram-se  em carência ou em condições precárias, além disso, o uso excessivo da locomoção motorizada pode resultar em impactos no meio ambiente e na vida das pessoas que ali vivem.

De fato, o transporte público brasileiro sempre foi alvo de críticas ao longo do tempo. Muitas vezes, as queixas relacionam-se a superlotação, ao aumento das tarifas e à baixa qualidade do serviço prestado. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 39% da população se mostra insatisfeita com o transporte público ofertado, o que por consequência leva as pessoas a encararem os veículos particulares como uma alternativa mais prática e que melhor atende às suas necessidades de ir e vir.

Ademais, devido ao maior fluxo de automóveis nas ruas, aumenta também a poluição provocada por eles, seja pelos gases poluentes expelidos diariamente, ou até mesmo pela poluição sonora de descargas, buzinas e diversos outros sons indesejados. Assim como mostra um estudo feito pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, no qual revela que os automóveis são responsáveis ​​por 72,6% das emissões de gases efeito estufa. Com isso, a qualidade de vida das pessoas e o meio ambiente são totalmente afetados.

Portanto, para resolver o impasse em questão, o Ministério de Transporte, como forma de incentivo ao transporte compartilhado, deve investir no transporte público de qualidade, aumentando suas frotas e também os qualificando para melhor atender a população, visando a redução do número de carros e motos presentes nas ruas. Outra medida a ser tomada é a ampliação e aprimoramento das ciclovias, fazendo com que estas sejam mais presentes nas diversas áreas do país, para que assim haja o estímulo ao uso da bicicleta como meio de locomoção em prol da natureza e também da vida humana.