A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

Dentre várias de suas concepções, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o homem é o lobo do homem. Diante disso, tornou-se necessário discutir a respeito da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, cujas principais causas são  negligência governametal e a falta de ciclovias. Tais fatos traz uma realidade complexa e extremamente preocupante.

É relevante abordar em primeiro plano, que as condições do transporte público são cada vez mais precárias. Além do pequeno número de frotas disponíveis, o que causa grande aglomeração dentro de um único ônibus, há também o elevado preço de passagem, que segundo o site online Uol vai de R$ 3,60 até R$ 4,70, para pouca qualidade. Por isso, com a baixa condição dos transportes públicos, o indivíduo é desfavorecido e recorre ao seu próprio veículo particular, gerando assim a superlotação de estradas e rodovias.

Outrossim, é preciso relatar que havendo condições favoráveis aos ciclistas, o número de pessoas que utilizam outros meios de locomoção iria diminuir drasticamente. Entretanto, segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apenas 14 em cada 100 municípios no país possuem ciclovias, o que dificulta o deslocamento por meio da bicicleta. Desse modo, o indivíduo não sente a segurança no trânsito, e novamente opta pelo seu veículo particular, o carro ou moto.

Diante do exposto, para resolver a crescente crise na mobilidade urbana brasileira é preciso tomar medidas severas. Para isso, cabe à Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano construir mais ciclovias e mostrar à população que há outra forma de locomoção e que há segurança, por meio de propagandas, sendo em mídias televisivas, rádios, plataformas digitais, entre outras. Afim de que os cidadãos venham ser motivados a usar outro meio de transporte, como a bicicleta, que além de dificultar a mobilidade, não é prejudicial ao meio ambiente.