A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/05/2021

No limiar do século XXI, a crise crescente na mobilidade urbana é um problema muito presente no cotidiano do povo brasileiro. Altas taxas de transporte público, uma falta de ciclovias na maior parte das ruas e rodovias do Brasil, são alguns exemplos dos problemas relacionados à mobilidade urbana enfrentados diariamente pela população. Cerca de 43% dos cidadãos, diariamente, independente do transporte público, e outros 56% são ciclistas ativos, logo discutir sobre a crise na mobilidade é de suma importância para toda a população brasileira.

Como citado anteriormente, um dos fatores mais problemáticos, são como elevados do transporte público. De 2000 a 2012, a tarifa de transporte público aumentou 197%, acima da informação, que ficou em 125%, considerando que o transporte público é diariamente por aproximadamente metade da população, o aumento é significativo tendo em vista que o salário mínimo aumenta apenas 5,45% ao ano. Tal fato causa grande indignação ao povo brasileiro, ocasionando diversos protestos e depredação dos veículos de transporte, oferecido Governo Federal.

Outro fator revoltante é a falta de segurança e respeito com os cidadãos que dependentes da bicicleta no dia a dia. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que apenas 14,7% das cidades brasileiras possuem vagas às bicicletas, uma porcentagem baixíssima levando em consideração que mais de 370 mil pessoas no Brasil a usam como principal meio de transporte. O Brasil conta com uma média de 800 acidentes por ano envolvendo ciclistas, e a grande parte deles poderiam ser evitados caso os condutores de automoveis tivessem mais instruções e atenção voltadas ao ciclista. Isso leva a reflexão sobre a frase do poeta Antônio Cícero da Silva (Águia): Inteligente é o homem, que sabe reconhecer e respeitar aos Direitos dos outros.

Diante do exposto, torna-se claro a necessidade de medidas severas e imediatas. Cabe ao Governo Legislativo, junto ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) e a mídia, elaborar leis mais rigorosas para manter a segurança do ciclista nas ruas do Brasil, e também uma tarifa justa para o transporte público. A mídia por sua vez terá o papel de promover propagandas na televisão e nos jornais para conscientizar sobre a importância do respeito ao próximo no trânsito, e manter a informação da população sobre novas leis e reuniões futuras relacionadas ao reajuste no valor das passagens do transporte. Somente dessa forma o Brasil será um país mais justo e não haverá revolta da população sobre a mobilidade urbana.