A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/05/2021

O processo indústrial vivido no Brasil durante o governo de Juscelino Kubitschek favoreceu o modelo rodoviário de locomoção e com ele a supervalorização dos carros. Entretanto, tal avanço tecnológico não se resume somente aos aspectos positivos. Dessa forma, fica claro que o processo mencionado pode ser relacionado com o cenário desafiador presente no século XXI: As causas da crescente crise da mobilidade urbana e suas consequências na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a supervalorização automobilística é um dos fatores cruciais para a intensificação da presente crise. No contexto atual, associa-se a aquisição de um automóvel a vanglorialização do indivíduo que o adquiriu, tornando-o símbolo de luxo, o que potencializa o desejo no cidadão de portar tal bem. Outro fator contribuinte para a instalação do caos é a carência de recursos sustentáveis ou que atendessem melhor a população. Assim, é nítido a relevância que ambas causas detém para a consolidação de um futuro problemático.

Consequentemente, a intensificação do uso de veículos reflete um cenário devastador. O consumo desenfreado de tal ferramenta tende a levar a sociedade à um colapso irreversível em poucos anos, segundo pesquisas. Isso porque, o aumento expressivo de automóveis nas ruas implicará em engarrafamentos com proporções cada vez maiores, até alcançar o ápice e congestionar todas as ruas de uma cidade. Logo, é inadmissível tamanho descaso para a remediação dessa problemática.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados em amenizar o quadro atual. Para garantir o aniquilamento dos atuais problemas no trânsito, urge que o Governo invista, por meio de verbas, na dinamização do sistema de transportes. Deverá ser incluído, também, o direito de ônibus e metrôs de qualidade. Somente assim, tal futuro caótico poderá ser evitado.