A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
Hodiernamente, é notório que a mobilidade urbana se intensificou muito nas últimas décadas. Isso se tornou possível a partir do Plano de Metas do Presidente Juscelino Kubitschek. Nesse plano, constava uma série de medidas que visavam a manutenção e a ampliação das rodovias brasileiras além da implantação, ainda maior, das primeiras indústrias automobilísticas do país. Em decorrência da falta de criticidade de muitos cidadãos, dificultou a compreensão de que a crise na mobilidade urbana afeta drasticamente a dinâmica atual.
Convém lembrar que a má segurança e conforto disponibilizados nos transportes públicos, apesar de serem uma opção de menores impactos ambientais e ocupacionais nas estradas, se configuram como uma problemática a ser enfrentada. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados usariam os ônibus municipais se estes atendessem suas expectativas. Nesse sentido, é notória o contraste que se faz entre qualidade e necessidade.
Além disso, o aumento do volume do tráfego é um reflexo do consumismo, uma vez que os veículos tornaram-se um símbolo de ascensão social. Por conseguinte, é relevante mencionar o sociólogo Zygmunt Bauman, o qual aponta que o homem contemporâneo associa o ato de adquirir bens como essencial para sua existência. Contudo, uma pesquisa feita pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística) mostra que apesar do carro representar status social, 83% dos entrevistados deixariam de utilizar o automóvel se o transporte público estivesse atendendo suas expectativas.
Portanto, é indubitável que cabe ao Governo Federal em conjuntura com as Prefeituras Municipais promover o aumento da frota de transporte público nos centros urbanos, também sendo necessária a construção de faixas exclusivas para ônibus em todas as metrópoles, assim como ciclovias e atuação da mídia propagandeando sobre a obtenção de hábitos que favoreçam o melhor fluxo nas rodovias.