A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
O advento da produção menos custiavel dos meios de locomoção foram fatores decisivos e benfeitores para uma mudança radical do funcionamento da sociedade como todo. Entretanto, ressalta-se que a carência de trasparência sobre a “entropia” do setor de mobilidade urbana asseverou uma serie de indesejáveis consequências muitos dos quais, ironicamente, envolvem as péssimas condições de tráfego urbano - tópico ingênuo, porém em constante debate devido a sua grande ramificação de agravamentos. Portanto, a necessidade de intervir sobre as inferências de causa é essencial, uma vez que influencia fortemente importantes setores da sociedade como também seu próprio estado.
Primeiramente, salienta-se que fatores para a imobilidade de tráfego são predominantemente sociopolíticos. Sob a ótica de estruturamento do economista e urbanista Henrique Peñalosa, modelar a infraestrutura de forma a cultivar a menor resistência para usuários de locomoções é fundamental, visto que tal como foi realizado em Bogotá, na Colômbia, a porção majoritária optava pelas modais de maior acessibilidade, somado pela qualidade do sistema. Entretanto, o cenário existente, embora usufruído pelos números crescentes e consideráveis de pessoas que favorecem meios alternativos de locomoção (informações colhidas pelo IBOPE), a política de “carrocracia” permanece perpetuada, prejudicando a execução de trabalhos essências e outras de rígida carga horária.
Ademais, a imobilidade urbana não é apenas preocupante devido aos problemas de locomoção. Segundas informações de estudo publicado pela revista Exame, embora 30% das pessoas de São Paulo utilizam de carros para transporte, 72,6% da grande emissão de gases de efeito estufa são produzidos pelo mesmo modal, com ônibus ocupando apenas 25%. Portanto, vale definir que não apenas o contexto se estende às consequências ambientais, mas devido à concentração de Materiais Particulados (MP), principalmente de automóveis individuais (com 18,5mg/km), problemas no quadro de saúde respiratório da população tornam frequentes, o que é agravado com o comprometimento de setores essenciais e péssima qualidade de infraestrutura de locomoção alternativa.
Posto isso, é necessário que haja medidas para tornar possível a qualidade de acesso aos meios de locomoções alternativas. Para isso, cabe ao Ministério de Infraestrutura em estabelecer, através de normas rígidas, o controle da circulação de automóveis individuais, e sob a mesma diretriz, compensar as medidas através de investimentos conscientes em infraestruturas de qualidades benignas, estas que visam possibilitar o acesso aos modais de locomoção alternativo. Através disso, o uso de políticas conscientes para o bom uso de tecnologias torna imprescindível o favorecimento da sociedade à luz de óticas sociais e econômicas