A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
No Brasil, apesar de a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, assegurar o direito de ir e vir dos cidadãos, nota-se, por exemplo, que mesmo após a “manifestação dos 20 centavos” em 2013, a nação verde e amarela ainda sofre com as consequências da mobilidade urbana, não somente no que tange às péssimas condições de estrutura, mas também na precarização da gestão.
Efetivamente, é notória a presença do capitalismo nessa problemática, é perceptível que a “carrocracia” está no pódio do Brasil. Como resultado do acúmulo de veículos, uma pesquisa do Observatório das Metrópoles, constatou que a circulação desses modais aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões, entre 2001 e 2011. Em face a essa realidade, percebe-se que esses congestionamentos pioram a qualidade de saúde, em virtude da fumaça que é considerada a maior causadora de poluição da atmosfera.
Ademais, outro fator preponderante é que, o transporte coletivo já ultrapassou a média de 60% nas classificações como “ruins”, esses dados, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Com a má qualidade e os altos custos cobrados, é indubitável que aqueles que podem, optam por carros particulares, esses fatores oriundos do aumento da tarifa em um serviço o qual é precário, com superlotações e insegurança.
Portanto, é mister que Estado tome providências para amenizar a situação. Como diz o ambientalista Paul Hawken “tudo está conectado, nada pode mudar sozinho” assim sendo, para cidades resilientes, urge que o Governo Federal e o Municipal ampliem, por meio de verbas governamentais, as linhas de transporte público e suas rotas, acrescentando-se ciclovias adequadas, com monitoramento de câmeras em tempo real, para que assim todos possam se transportar de maneira eficiente não só para as condições pessoais, mas também para o meio ambiente. Mediante ao exposto, para concretizar a carta constitucional, é dever do Estado garantir a livre circulação dos