A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
Como advento da modernidade e das novas rotinas de trabalho, o fluxo de automóveis, principalmente nos centros das cidades, tem aumentado exorbitantemente. Tal fato tem gerado o crescimento na crise da mobilidade urbana no Brasil que advém da precarização do transporte público, induzindo a população a utilizarem os modais de transporte individuais para sua locomoção.
Segundo uma pesquisa do IBOPE -Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística-, aproximadamente, 80% das pessoas entrevistadas deixariam de utilizar o automóvel se houvesse uma alternativa de transporte público de qualidade. Esse dado revela que a má infraestutura dos transportes coletivos se tornou um fatos desanimador para a sociedade que necessita deslocar-se pela cidade.
Desse modo, as pessoas acabam preferindo ter seus próprios veículos, já que são meios mais rápidos, práticos e, muitas vezes, mais seguros de se locomover. Passagens caras, informações sobre horários dos ônibus incorretos, assaltos e lotação são outros motivos que motiva buscar por um automóvel individual, gerando a ampliação da frota de carros no trânsito.
Portanto, para diminuir o crescimento da crise na mobilidade urbana, os governos municípais e as empresas de ônibus, responsáveis pelo transporte de passageiros, devem incentivar a utilização do transporte público aumentando a frota de coletivos nas cidades e disponibilizando os horários em que eles passarão. Dessa forma, fará que a população opte por usar o transporte coletivo e assim diminuir a frota de automóveis nas cidades, dessa forma desacelerando a crise da mobilidade urbana no país.