A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a alta da crise na mobilidade urbana torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo excesso de carros circulando nas cidades, seja pela falta de opção de outros meios de transportes, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que este problema não leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à dificuldade de mobilidade urbana persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas a esse problema. Neste âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra “Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela falta de iniciativa do Estado na criação de ciclovias, o que resulta na ausência de pessoas utilizando a bicicleta com principal meio de transporte. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorreflexivos, capazes de intervir e melhorar a sociedade em que vivem.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver a problemática em questão. Diante disso, cabe a Estado promover a construção de ciclovias e calçadõe. A ideia é que com isso as pessoas possam utilizar meios de transportes alternativos que nao prejudique a mobilidade urbana a fim de evitar o excesso de circulação de carros e motos nas cidades e diminuir o crescimento desta crise. Dessa forma, notar-se-á uma baixa considerável na mobilidade urbana no Brasil.