A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/05/2021

A produção “Utopia”, do autor inglês Thomas More retrata uma forma social livre de complicações. Fora da fantasia, o Brasil encontra-se em um campo novo onde a crescente crise na mobilidade urbana segue profundamente presa à realidade do país, seja pela mínima qualidade do transporte público, seja pelo forte incentivo à compra de veículos na sociedade capitalista moderna.

Antes de tudo, é fundamental acentuar que a má segurança e conforto disponibilizados nos transportes públicos, embora sejam uma opção de menores choques ambientais e ocupacionais nas vias, se configuram como uma série de problemas a ser enfrentada. A faixa exclusiva para ônibus é um recurso que tem por objetivo de flexibilizar a transição desses veículos no trânsito, no entanto trechos e cidades não apresentam essa opção, o que concede mais problemas de mobilidade. De acordo com um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados usariam os coletivos municipais se estes atendessem suas expectativas. Nesse sentido, é claro o contraste que se faz entre qualidade e necessidade.

Além disso, com a adesão do modelo produtivo Toyotismo na década de 70, as compras de automóveis cresceram consideravelmente, associados ao sistema de redução progressiva programada e variação dos produtos, persuadindo o cidadão a adquirir novos veículos em um curto espaço de tempo. Consequente a isso, a quantidade de carros presentes nas rodovias, em especial em horários de pico, tendem a aumentar exponencialmente, haja visto que, o número de faixas para veículos alternativos como bicicleta não são uma realidade em todas as cidades brasileiras, adepta a vida intensa e agitada das metrópoles que dificulta a compra de outros meios de mobilidade.

Dessarte, é incontestável a crise na mobilidade urbana e seus impasses. Logo, cabe ao Governo Federal em conjuntura com as Prefeituras Municipais através da Politica Nacional de Mobilidade Urbana proporcionar o aumento da frota de transporte público nos centros urbanos bem como a garantia de sua qualidade. Do mesmo modo, é necessária a construção de faixas exclusivas para ônibus em todas as metrópoles, assim como ciclovias e atuação da mídia propagandeando sobre a obtenção de hábitos que favoreçam o melhor fluxo nas rodovias. Assim, o Brasil não terá mais problemas quanto à mobilidade urbana.