A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/05/2021

A Constituição Brasileira de 1988 tem a todos os direitos ao transporte. No enanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a liberdade de circulação não se encontra efetivado na sociedade nacional. Nessa pespectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, cabe pontuar que a crise na mobilidade urbana deriva da baixa atuação dos setores no governo que concerne a criação de mecanismos que inibem tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil em virtude da estrutura precária dos meios de transportes públicos. Nesse sentido, uma população adquire mais automóveis particulares, transformando o trânsito um ambiente bastante conturbado e estressante, aumento também a emissão de gases poluentes e criando ilhas de calor nos centros urbanos. Desse modo, faz-se imprescindível a reformulção dessa postura estatal de forma urgente.

Em segunda análise, é imperativo ressaltar a falta de segurança como um promotor do problema no Brasil. Sendo assim, uma comunidade que restringe o acesso ao transporte com qaulidade, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Dessa maneira, na teoria da percepção do estado da sociedade, de Émile Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: “normal e patológico”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que em um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que em um sistema desigual não favorece o progresso coleivo. Dessa forma, a disponibilidade do acesso ao transporte, que não leva em consideração a sua qualidade, torna a democratização do acesso um processo inviável.

Portanto, é evidente que a crise na mobilidade urbana se configura como uma questão que precisa ser resolvida. Logo, o Governo Federal, instituição promotora do bem-estar social, por meio do Ministério dos Transportes, deve aumentar os investimentos na infraestrura dos transportes públicos e das ruas e calçadas. Nesse sentido, o intuito de tal iniciativa é aumentar o número de pessoas que irão adotar os ônibus e metrôs como meio de locomoção principal, o que proporcionará, consequentemente, um aumento da segurança do trânsito e dos pedestres que vão circular em ruas e calçadas com mais qualidade. Feito isso, a crise na mobilidade urbana vivenciada será gradativamente erradicada do país, onde o Estado exerce corretamene o seu dever, tal qual afirma Thomas Hobbes.