A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/05/2021

A mobilidade urbana é uma condição que permite que as pessoas se locomovem dentro de um bairro, cidade e estado, todavia, com o aumento dessa locomoção e do número de pessoas cada vez maior nas cidades, não houve um crescimento na quantidade de automóveis nas ruas. Contudo, a mobilidade urbana virou uma crise, devido a complexidade de se locomover dentro das metrópoles e a gerada pelos automóveis.

Em primeira análise, a frota brasileira de carros sofreu um acréscimo de 28,6 milhões de automóveis e 13,7 milhões de motocicletas de acordo com o Mapa de Motorização Individual no Brasil entre os anos de 2008 a 2018. Com isso, está cada vez mais dificil se locomover de forma prática e rápida nos centros urbanos, já que um percurso que duraria cinco minutos de carro, pode chegar a durar cerca de 30 minutos, por causa dos engarrafamentos.

Ademais, os resíduos gerados pelos veículos prejudicam o meio ambiente e são responsáveis ​​por cerca de 95% da atmosférica segundo dados coletados nos anos de 2006 a 2011 pela Organização Mundial da Saúde. A toxidade gerada por eles é um fator muito agravante, uma vez que ela é bastante prejudicial à saúde e ao ecossistema, porém o Governo não tem medidas para tentar frear essa contaminação.

Analisando o exposto, torna-se evidente a crise na mobilidade urbana, visto que há dificuldade para se locomover dentro das cidades e um alto índice de populações. Portanto, o Governo Federal deve reforçar o plano de mobilidade urbana, que já é obrigatório por lei em cada município, com a intenção de organizar melhor o movimento nas cidades, criando horários para abertura de comércios, escolas, clínicas entre outros, pois se houver um determinado período de tempo para as pessoas transitarem nas ruas não haverá um fluxo intenso de automóveis no mesmo horário e isso irá gerar uma melhor mobilidade urbana para a população.