A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/05/2021

A primeira lei de Newton (Lei da inércia) afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, como a baixa qualidade dos transportes públicos e alto número de veículos nas ruas, permanecem no país sem que ocorram mudanças. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Num primeiro momento, observa-se que dois dos grandes propulsores desse problema são a má qualidade do transporte público e a falta de ciclofaixas nas cidades, que promovem insegurança e desconforto aos usuários. Segundo a revista exame abril (2016) “Há três anos, São Paulo contava com apenas 5 quilômetros de ciclofaixas.” Logo, um dos principais desafios para amenizar o desequilíbrio na mobilidade urbana está diretamente relacionado à ineficiência do Estado.

Ademais, vê-se que o crescimento descontrolado do número de veículos nas ruas brasileiras não provém somente da má qualidade do transporte público, mas também devido a um pensamento capitalista impregnado na sociedade. Para Zygmunt Bauman, “consumo, logo existo”, ou seja, ter um carro deixa de ser uma necessidade e passa a ser um símbolo de status, acarretando no aumento da poluição do meio ambiente e do fluxo de automóveis.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Posto isso, é necessário que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) invistam, por meio de incentivos fiscais, em empresas que promovam aplicativos de transporte, principalmente os de carona compartilhada, como Waze e Uber Juntos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, com a finalidade de diminuir o fluxo de veículos nas vias públicas. Dessa forma será possível superar os problemas gerados pela crescente crise na mobilidade urbana brasileira.