A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/05/2021
A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More retrata um corpo social isento de problemas. Fora da ficção, o Brasil encontra-se em um campo onde a crescente crise na mobilidade urbana persiste internamente ligada à realidade do país, seja pela carente qualidade do transporte público, seja pelo intenso incentivo à compra de automóveis pela sociedade capitalista.
Nos últimos anos a utilização de automóveis se tornou crescente, o que acarretou uma série de problemas. A crise afeta diretamente a saúde, como nos engarrafamentos intermináveis nas grandes metrópoles, devido às condições de transporte público, cada vez mais veículos se encontram nas ruas.
Ademais, com a adesão do modelo produtivo Toyotismo na década de 1970, as compras de automóveis cresceram significativamente, associados ao sistema de obsolescência programada e variação dos produtos, induzindo o cidadão a adquirir novos veículos em um espaço de tempo mais curto. Consequente a isso, a quantidade de carros presentes nas rodovias, em especial em horários de pico, tendem a crescer exponencialmente.
Portanto, o modo para amenizar esses problemas, seria elaborar alternativas sustentaveis para o meio ambiente, como incentivar as pessoas a utilizarem bicicletas ou transportes coletivos(ônibus), para o deslocamento, dessa forma diminuindo o auto índice de veiculos e baixar o índice de poluição. Cabe ao Governo Federal em conjuntura com as Prefeituras Municipais através da Politica Nacional de Mobilidade Urbana promover o aumento da frota de transporte público nos centros urbanos bem como a garantia de sua qualidade.