A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/05/2021

Entende-se como mobilidade urbana a facilidade das pessoas em deslocar-se nas cidades, com o objetivo de desenvolver diversas atividades. Entretanto, ao longo dos anos, os meios de transporte sofreram inúmeras mudanças e junto do crescimento da população a sociedade passa por uma crise de mobilidade, principalmente nas grandes cidades.

A falta de bons investimentos e a ineficiência no gerenciamento da mobilidade urbana torna o transporte público algo caótico, o que força a população utilizar veículos particulares. Entretanto, o trânsito originário desses veículos se torna outro problema, ao causarem estresse, inúmeros acidentes e poluição nos centros urbanos - situação que tende a piorar caso não haja melhorias nas políticas adotadas.

Nesse viés, surgem diversas opções capazes de solucionar essa problemática, como o uso de bicicletas e transporte público. Nesse sentido, podemos citar o fato de que o número de ciclistas que utilizavam a ciclovia da Avenida Paulista aumentou consideravelmente, passando de 977 em 2014, para 2.112 em 2015. Esse aumento pode ser interpretado como as pessoas terem um sentimento de segurança ao utilizar as ciclovias da cidade. Entretanto, quando o assunto é transporte público, a situação degrada: a baixa qualidade dos serviços prestados e a falta de infraestrutura dos transportes é algo que dificulta adaptação.

Diante dos fatos apresentados, é necessária intervenção imediata na crise da mobilidade urbana no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério dos Transportes, fiscalizar a situação e zelar pela qualidade de transportes públicos. Além disso, a iniciativa privada, com apoio dos estados, deve investir em ciclovias em todos os municípios, algo que irá colaborar com quem tem interesse e na diminuição de tráfego. Com isso, os direitos mais básicos da população serão devidamente cumpridos, garantindo uma melhor qualidade de vida.