A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
O aumentos de tarifas, superlotação em transportes públicos, excesso de veículos nas ruas, falta de acessibilidade para os deficientes, o tráfego desordenado. Ao contrário da Constituição Federal, que considera o direito de acesso do cidadão uma de suas garantias básicas, a mobilidade urbana brasileira apresenta diversos impasses na qualidade dos serviços prestados, o que aumenta muito a insatisfação da população com esses meios de transporte.
Em primeiro lugar, é possível apontar que essa lacuna social tem levado ao aumento do número de veículos particulares nas ruas, pois uma população insatisfeita enxerga uma vantagem nesse meio de locomoção. No entanto, esse método alternativo pode causar congestionamentos extensos, levando a um trânsito confuso, porque mesmo os maiores centros urbanos não são estruturados para sustentar esse fluxo desordenado. Carros, motocicletas e ônibus. Por exemplo, em São Paulo existe um esquema de rotação de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda é uma medida inadequada.
Outro ponto negativo da realidade é que, pelo fato de o ambiente não possuir acessibilidade e planejamento à infraestrutura e a mobilidade da cidade, como pessoas com necessidades especiais enfrentam dificuldades no transporte: sem preparação e implementação de medidas inclusivas, no transporte público. Portanto, é óbvio que esse impasse atinge a população em todos os níveis, podendo causar efeitos adversos como estresse, isolamento e acidentes. Isso ocorre porque não há conforto ou conveniência em veículos superlotados que possuem viagens a cada vez mais longas.
Por fim, é imprescindível que o governo invista em recursos dos transportes em manutenção e acessibilidade, além de investir em projetos de transporte urbano e obras na cidade, de forma a garantir a reorganização e adequação do transporte e demais meios de locomoção.