A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/05/2021
Ao longo da formação das cidades brasileiras desde a chegada dos portugueses ao Brasil, os meios de transportes foram sendo alterados congruente aos avanços tecnológicos ao longo dos séculos. Com estímulos do capitalismo ao consumismo, as vias recebem veículos e mais veículos, somado ao aumento do uso de automóveis particulares, visto o péssimo serviço oferecido pelos transportes públicos e ocasionando diversas consequências às estradas e ao meio ambiente.
Milhares de brasileiros utilizam os serviços públicos de transporte diariamente, o cidadão que precisa utilizar o transporte público paga alto por um serviço ineficiente, que não contém uma quantidade de ônibus adequada para suprir a demanda da população. Visto isso, aqueles que possuem um poder aquisitivo mais alto optam pela aquisição de seus próprios veículos para obterem mais conforto. Somado a isso, existe uma campanha capitalista violenta de estímulo ao consumo e à substituição dos veículos adquiridos pela população em tempos cada vez menores, o que aumenta o número de veículos nas vias. Segundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma hora em trânsitos intensos é similar a fumar 3 cigarros, ou seja, além dos problemas respiratórios que os combustíveis fósseis dos automóveis causam, exitem problemas ambientais, pois é dessa queima que são gerados gases como o dióxido de carbono e o óxido de chumbo , que promovem o aquecimento global.
Além de problemas ambientais, surgem problemas de cunho social, sendo perceptível a exclusão de pessoas portadores de necessidades especiais, devido à ocorrência de que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana, sendo mais uma prova de que essa insuficiência atrapalha a população em todos os níveis, podendo gerar outros problemas, como por exemplo, estresse e acidentes. Desse modo, surgem reflexos negativos na qualidade de vida das pessoas, visto que motoristas, passageiros e pedestres estão continuamente submetidos à fortes cargas de estresse, o que é refletido em problemas psicológicos e emocionais.
Dessa maneira é necessário que os governos disponibilizem transporte público de qualidade e ciclovias para o deslocamento, dessa forma diminuindo o alto índice de veiculos que trafegam nas vias além de diminuir o fluxo urbano de veículos, diminuiria em tese, a poluição e o congestionamento. As aplicações de verbas do governo destinadas ao transporte em sua manutenção e acessibilidade, aumentariam e criariam uma reestruturação e adaptação das vias de locomoção para toda a população, de forma sustentável e organizada.