A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
No século XIX, a introdução dos bondes puxados por animais e dos trens a vapor impulsionou as fases iniciais do crescimento urbano em muitas regiões. Com o aparecimento dos subúrbios núcleos residenciais formavam-se em torno das estações, e os caminhos adjacentes às vias férreas tornavam-se eixos de acesso a outros bairros. Torna-se necessário refletir sobre as possibilidades de deslocamento, sobre as condições em que ocorrem, e as soluções propostas pelas três esferas do governo. Quanto às condições da mobilidade urbana, é importante observar as dimensões quantitativas e qualitativas, relacionadas diretamente ao bem-estar da população.
Um fato notável que podemos perceber em nosso país é que o crescimento populacional não acompanhou a evolução das indústrias automobilísticas. Além disso, com a condição de parcelamento e financiamento facilitou-se a aquisição de veículos. Em consequência disso há o aumento de acidentes de trânsito e de emissão de gases poluentes na atmosfera, afetando negativamente o direito de ir e vir dos cidadãos.
Outro problema reside no transporte coletivo, isso devido a superlotação, falta de qualidade dos serviços prestados e as tarifas altas cobradas, que foi um dos grandes motivos da manifestação ocorrida em 2013 que protestou contra aspectos econômicos, sociais e políticos.
Sendo assim, é mister que as políticas que aumentem a mobilidade urbana e melhore a qualidade de vida da sociedade. Uma das medidas refere-se a criação de pólos industriais nas periferias da metrópole. Dessa forma diminuiria a migração pendular e incentivaria o desenvolvimento das áreas periféricas da cidade. Além disso, o Estado deve aumentar as faixas exclusivas de ônibus e investir em linhas de metrô que alcancem as áreas mais longínquas da rede metropolitana. Só assim teremos uma população mais organizada.