A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
O desenvolvimento do enorme centro populacional do Brasil está intimamente relacionado ao crescimento e à proliferação da indústria do país. Esta, por sua vez, exigiam do poder público condições de escoamento e comercialização de mercadorias no território, como, por exemplo, na era do presidente Juscelino Kubitschek, a disponibilização de um modelo rodoviário consolidado para prejudicar as demais modalidades de transporte. Portanto, nas atuais circunstâncias, a crise de mobilidade urbana no Brasil se intensifica, processo este que é fruto de uma longa história e tem impactos negativos sobre os direitos de acesso dos cidadãos.
Mais importante ainda, a prevalência do transporte rodoviário no país interrompeu a mobilidade urbana da sociedade pós-moderna. Para tanto, foi mencionado o início da existência de transporte público como ônibus, trens e metrô no Brasil, mas ainda não foi totalmente implantado no país e não pode atender às necessidades da população, como comodidade e agilidade. Nesse sentido, os cidadãos tendem a optar pela compra de veículos próprios, o que agrava a crise de liquidez, que fica evidente no contínuo congestionamento do tráfego. Portanto, é papel do Estado garantir e propiciar novas formas de deslocamento no meio urbano.
Portanto, fica claro que a crescente crise do transporte urbano brasileiro se deve às ações equivocadas de sucessivas administrações públicas. Como forma de amenizar esses problemas, o governo federal deve investir na malha ferroviária por meio do Ministério dos Transportes para facilitar a interligação das cidades e atrair mais pessoas e garantir a redução do número de veículos na rodovia. Além disso, o Ministério da Infraestrutura também deve fornecer às pessoas condições como ciclovias e equipamentos que possibilitem o uso de bicicletas e scooters em ambiente urbano, além de combinar atividades esportivas com um bom processo de migração urbana.