A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/05/2021
Em 1956, iniciou-se o mandato de um presidente que visava um crescimento urbano acelerado, “50 anos em 5”: Juscelino Kubitschek. Porém, de forma errônea incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva, acarretando graves problemas na mobilidade urbana brasileira, com sentimento de status social ligado a compra de automóveis, causou excesso de circulação nas cidades, e com isso agravou a população, o estresse da população, atrasos e prejuízos financeiros.
O Brasil possui um automóvel para cada quatro habitantes segundo o DETRAN (Departamento Nacional de Trânsito) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2013. Isso significa que a mobilidade urbana precisa de planejamento, para que estudantes e trabalhadores consigam se deslocar das escolas e empresas às suas casas todos os dias. Os transportes púbicos são uma opção muito viável, porém descartada, quando se considera a falta de demanda e circulação, acrescida à precariedade de conforto e horário.
Outro ponto relevante, dentro da temática, é uma dificuldade de locomoção enfrentada por portadores de necessidades especiais, visto que, é indubitável que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana, o que novamente se faz questionar a falta de planejamento e aplicação de medidas inclusivas . Que vão desde a aplicação e respeito das sinalizações em transportes públicos a adaptação de calçadas e pavimentação das mesmas.
Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis para essa problemática. É de suma importância que o Governo Federal, juntamente com as prefeituras das cidades elaborem planos e metas, melhorias que devem ser aplicadas para que o trânsito de carros e pedestres flua de maneira semelhante ao esperado. Empresas ligadas ao transporte, ou aquelas que desejam investir em um futuro melhor para os cidadãos devem colaborar, entregando à população bicicletas sustentáveis e patinetes, incentivando seu uso por meio de propagandas.