A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/05/2021

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a crescente crise na mobilidade urbana afeta a sociedade como todo. Assim, seja pela insuficiência das leis, seja pela ausência de políticas públicas, problema permanece silênciosamente afetando grande parte da populaçãoe exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, verifica-se que a insuficiência legislativa é também fator pontual para a continuidade do problema. Segundo o Jornal Estadão, em uma matéria de 2019, o excesso de leis feitas no Brasil prejudica os processos. Isso porque, há muitos atos normativos que, na maioria das vezes, não tratam especificamente da matéria, somente autorregulam. Em se tratando de questões como aumento da crise da mobilidade urbana, a legislação é, de fato, insuficiente, no sentido de que não proíbe os responsáveis com a rigidez que se espera de algo tão nocivo à sociedade. Desse modo, é incabível que um país constitucionalmente democrático deixe de cumprir sua função legisladora e permita que problemas como esse continuem a perdurar.

É necessário que haja planejamento e reforço da segurança pública para que todos os bairros e municípios consigam integrar-se entre si sem nenhum tipo de problemas diminuindo também a segregação espacial. Cidades em países desenvolvidos, como Nova York , Pequim e Londres possuem extensa linha de metrô e ciclovias e mesmo pessoas que possuem carros fazem o uso facilitando a locomoção, evitando engarrafamentos nas ruas e contribuindo com a natureza

Assim, é necessária intervenção imediata na crise da mobilidade urbana.  Logo, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério dos Transportes, assegurar que tenha trnsporte suficiente para a sociedade e de quelidade. Através de leis, projetos e ajuda de impresas privadas, para que a população possa usufruir de seus direitos.