A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/05/2021

O art. 5° inciso XV da Constituição Federal de 1988 garante ao cidadão exercer o direito de ir e vir, entretanto, exercer tal direito se tornou um desafio para os brasileiros, que, por sua vez, enfrentam dificuldades para a locomoção do seu automóvel diariamente. Problemas como engarrafamento no transito são recorrentes da falta de infra estrutura das rodovias, tais quais não possuem estrutura propícia para que os cidadãos se locomovam por outro meio, como bicicletas. Alem disso, a baixa qualidade no serviço prestado pelas empresas de ônibus leva parte considerável da população a optar por se locomover em seu automóvel, contribuindo assim para a ocorrência diária de engarrafamentos.

Dados do G1 revelam que as ciclovias representam apenas 1% da malha viária das capitais no país, reafirmando que o Brasil não possui estrutura para que a população opte por se locomover por meio de bicicletas. Segundo Heráclito de Éfeso “nada é permanente, exceto a mudança”, ou seja, a mudança deve sempre acontecer. Não obstante a tal citação a atual situação da estrutura das rodovias brasileiras precisa de mudanças, a fim de diminuir os desafios da mobilidade urbana e conseqüentemente proporcionar à população a utilização de um meio locomotivo mais saudável.

Ademais, a baixa qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus exerce uma influência relevante para que a parte da população que possui seus próprios automóveis opte por se locomoverem nos mesmos. Segundo levantamento de 2016, realizado pela NTU, em 19 anos foi registrado um total de 53.479 assaltos em ônibus no Brasil, tal atitude revoltante tem se tornado cada vez mais recorrente na vida dos trabalhadores que utilizam esse meio de transporte. A falta de segurança nesse meio de locomoção popular influência a utilização do automóvel pessoal, fazendo com que as rodovias mantenham-se engarrafadas, principalmente nos horários em que os trabalhadores estão indo ou voltando da empresa, dificultado a população de exercer seu direito de forma esplêndida.

Dito isso, torna-se incontestável que há uma falha na estrutura das rodovias e na prestação do serviço de locomoção publica e que tais fatores influenciam nas dificuldades da mobilidade urbana. Portanto, faz-se necessário que o Ministério de Transporte juntamente com o Governo de cada estado desenvolva um projeto de manutenção das rodovias e avenidas, a fim de que a população possa se locomover com outros meios, como a bicicleta. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve juntamente com as empresas de transporte publico deve prover segurança para seus usuários com monitoramento interno de todos os transportes, promovendo maior segurança e assim incentivando a população a utilizá-los e diminuir o trânsito diário.