A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
Funcionado com a primeira lei de Newton, a lei da inércia, na qual denomina que um corpo só permanece parado até uma força agir sobre ele, mudando seu estado. Contudo, a crescente crise da mobilidade urbana brasileira, priva a população desse direito tão básico, atualmente, essa crise vem alavancando e tornando esse cenário brasileiro caótico, devido a falta de infraestrutura e de políticas que priorizem a melhoria desse cenário. Pode se afirmar que, a mobilidade urbana, é definida como a condição que permite a locomoção das pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas.
Em primeira análise, essa questão de deslocamento com os automóveis, contribui negativamente com a saúde dos brasileiros, devido à constante emissão de gases poluentes, como o CO2. Tendo em conta que, ao crescente número dos veículos que se deslocam no dia a dia, ao chegar um certo horário, que é mais conhecido como “horários de pico” o fluxo e a espera no trânsito, é maior e assim atinge milhares de pessoas todos os dias. Sendo assim, podendo optar por outros meios, como o uso da bicicleta e dos transportes públicos. Entretanto, o perigo para o ciclista se tornou tamanho, que os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que teve uma queda de 28%, entre o ano de 2014 e 2015, de pessoas favoráveis a ciclovia.
Outrossim, convém lembrar que, o aumento da passagem de ônibus também fez com que esse se torne inviável para as pessoas, o que foi, inclusive o motivo do protesto em 2013, organizado pelo Movimento Passe Livre, contra o aumento de Vinte centavos na tarifa. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, no Brasil há mais carros do que pessoas. Logo, a ideia de evolução proposta pelo Governo de Juscelino Kubitschek, irá sofrer retrocesso enquanto o governo não instituir uma possível melhora no processo de ir e vim da população.
A Lei nº 12.587, criada para assegurar os direitos de transportes para a população é falha. Hoje em dia, o translado público é precário e caro, pois além de ser lotado o preço da passagem é significamente caro. Por fim, é necessário que o Estado paralelamente com o Ministério do transporte faça mais a expansão de vias públicas de locomoção para que possa ser utilizado de atalho nas horas de pico, como também aumentar a rota de ônibus com taxas de passagem inferiores e disponibilizem cartões de passagem a mais de 90% da população que utiliza meios públicos de transporte.