A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
Muito se discute à respeito da crescente e constante crise na mobilidade urbana brasileira, e como ela é prejudicial a vida nas grandes metropóles. Mobilidade urbana é definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade. Essa “facilidade” ás vezes acaba se tornando uma dificuldade, já que na maioria das cidades pós governo de Juscelino Kubitschek, investiram muito no rodoviarismo, criando o conceito atual de “carrocracia” na qual os carros foram mais favorecidos que os pedestres, logo, os fluxos e tráfegos urbanos foram infraestruturados priorizando os automóveis e isso vem causando imensos desafios na atualidade.
Tais desafios na mobilidade urbana podem levar a milhares de pessoas diversas consequências. Uma delas é o trânsito nos fluxos urbanos, que podem levar ao atraso de pessoas para chegarem ao trabalho, e por conseguinte podem ser levados a perder o mesmo, e ficarem desempregados, pois entre alguém que se atrasa devido o trânsito e outro que mora mais perto trabalho, o empregador vai escolher o que mora mais perto. Pode-se analisar que cerca de 40 pessoas cabem sentadas em 1 ônibus, e as mesmas 40 pessoas precisariam em média 35 carros para o transporte. E isso outra verdade da “carrocracia”, o ideal de todo trabalhador é comprar um carro. Entretanto, as metropóles estão ficando lotadas devido a grande quantidade de carros nas ruas, o que piora ainda mais a situação do tráfego urbano.
Outra consequência da crise da mobilidade urbana é o estresse e ansiedade que o trânsito nas grandes cidades causam nas pessoas. Segundo uma pesquisa do Ibope, “Paulistanos demoram quase 3 horas por dia no trânsito, e 88% dos pedestres se sentem inseguros”, e nesse tempo, as pessoas acabam gerando preocupações psicológicas, que evoluem para estresse e ansiedade, e os mesmo podem levar a diversos outros problemas a saúde humana. Além das conseguências na vida das pessoas, também há conseguências para o meio ambiente. Os automóveis com a combustão da gasolina e outros combustivéis, liberam grande quantidade de gases do efeito estufa, que contribuiem para a formação das ilhas de calor, que por sua vez aumentam o aquecimento global.
Assim, analisando os fatos mencionados, é necessário que o ministério da infraestrutura junto com os governos estaduais e prefeituras municipais, façam obras na instraestrutura nos fluxos urbanos, deixando mais viável para os pedestres, com mais faixas de pedestres, acessos, semáforos e entre outros. Também é necessário que as empressas privadas e de terceiros façam uma mudança na carga horária dos trabalhadores, deixando a jornada de trabalho mais fléxivel, fragmentando assim o chamado “horário do rush” ou “horário de pico”, que é a causa da lotação nas vias urbanas.