A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

Por volta do ano de 1960, a malha ferroviária brasileira chegou ao seu auge no que diz respeito à quilometragem dos trilhos. Entretanto, durante a ditadura militar, ferrovias eram abandonadas enquanto ocorria o surgimento de novas rodovias que ligavam diversas partes do país. A pressão de indústrias automobilísticas e o predomínio do transporte individual sobre o coletivo foram alguns dos principais contribuintes para o maior privilégio das rodovias, no entanto esta ficou sobrecarregada em centros urbanos dando origem a crise da mobilidade urbana.

Em grandes centros, a preferência pelo transporte individual ainda está presente apesar dos diversos meios de transporte público, tal fato acontece devido a superlotação dos transportes, a falta de conforto e a dependência por horários pré estabelecidos que na maioria das vezes não são cumpridos, por isso as pessoas preferem gastar mais pelo combustível a fim de ter um maior conforto e independência. Desse modo, a mobilidade passou a ser um problema a ser enfrentado pelo poder público e pela sociedade, visto que o grande volume de carros individuais causa engarrafamento de avenidas e o maior índice de acidentes de trânsitos ocasionados pela imprudência no tráfego urbano.

É notório que o grande tráfego de carros individuais poderia ser reduzido se novas formas de transporte público fossem criadas, e se houvesse maior investimento naquelas já existentes de modo que haja mais conforto para a população e de forma que as pessoas deixem seus carros na garagem pelo menos nos dias de semana. Nesse sentido, haveria menor gasto individual, maior conforto e redução da poluição ambiental.

É evidente, portanto, a importância do Poder Público investir em formas de transporte menos comuns, mas que ao mesmo tempo que acomode um maior número de pessoas, que sejam mais rápidos e econômicos como os bondes, os trens e metrôs, como também, é de importante necessidade que o conforto desses seja priorizado e o preço de passagens seja reduzido, de forma a incentivar pessoas a utilizarem do transporte público.