A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

É de conhecimento geral que, nos ultimos anos, a população brasileira tem tido mais acesso a veículos de transporte, levando em consideração o perído de 1950 a 2021. Embora esse acesso leve à interpretação de um ponto positivo socioeconomicamente, deve-se citar de que não vieram atreladas a este crescimento políticas urbanas que suportassem tal quantidade de automóveis em circulação nas vias públicas brasileiras, fazendo com que cada vez mais os cidadãos sofram com problemas urbanos.

Em primeiro lugar, deve ser mencionado o precário transporte público evidenciado no país, onde as tarifas são exorbitantes e o ambiente ao qual é submetido o cidadão é precário. Com isso, as pessoas se vêem numa situação em que necessitam adquirir para si um automóvel para locomoção própria, mentalizando que, assim, terão mais conforto e qualidade de vida. Na prática, esse movimento conclui para o aumento de automóveis nas ruas, levando a cada vez mais engarrafamentos, principalmente em grades metrópoles.

Além disso, dissertam a respeito do governo de Juscelino Kubitschek, período em que era incentivada cada vez mais a compra de automóveis, basendo-se em sua proposta de “50 anos em 5”. Com isso, o número de carros nas ruas foi aumentado e a quantidade de transportes coletivos foi oprimido, levando as avenidas a uma superlotação veicular, dificultando a locomoção nos grandes centros.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para amenizar os problemas de mobilidade urbana no Brasil. O governo federal deve trabalhar com organizações não governamentais para usar parte da receita tributária na melhoria do sistema de transporte público, principalmente nos grandes centros urbanos. A mídia deve estimular o uso do transporte público e diminuir o número de carros nas rodovias pelos principais meios de comunicação para facilitar o trânsito de veículos. Somente com a adoção de tais medidas é que as atuais condições instáveis ​​de tráfego urbano no Brasil poderão ser revertidas.