A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
O tráfego urbano do Brasil está entrando no colapso. Muitos são os fatores que contribuem para essa situação, como o aumento do número de veículos automotores circulando nas ruas e a falta de planejamento urbano que atinge grande parte das cidades do país. Nos últimos anos, devido às linhas de crédito implementadas pelo governo brasileiro, como vendas de automóveis aumentaram. Dessa forma, mais carros saem das ruas e o trânsito fica mais difícil.
No entanto, é importante ressaltar que uma população não é uma única culpada pela crise do trânsito urbano no Brasil. Se o país oferece transporte público de alta qualidade e tem adequação, como pessoas definitivamente o usarão com mais frequência. No entanto, o governo deveria promover as campanhas de conscientização pública porque o transporte público pode reduzir o congestionamento do tráfego e os níveis de volume.
Sob esse viés destaca-se uma pesquisa realizada em 2016 pelo Ibope, onde foi constatado que o paulistano gasta em média, 45 dias no ano parado no trânsito. Sendo assim, o cenário caótico dos engajamento, elevação pelo intenso crescimento da frota veicular aliado à falta de estrutura dos asfaltos, tais como ausência de iluminação má sinalização, resultam em conflitos interpessoais no tráfego, acidentes e patologias na saúde, principalmente o estresse.
De maneira semelhante, é inegável que a qualidade de vida das pessoas é afetada diretamente pelo aumento na quantia de automóveis em fluxo. Além de causar em congestionamentos, o segundo Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário e Passageiros, no município de São Paulo, os carros são responsáveis por 72,6% da emissão de gases de efeito estufa. Dessa forma a liberação desmaiada desses gases poluentes no meio ambiente, além de contribuir com o aquecimento global, refletem nas vias respiratórias dos proprietários, podendo ocasionar graves problemas cardiopulmonares.