A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/05/2021
A mobilidade urbana é um poblema a ser resolvido, ainda mais nas grandes metrópoles e áreas industrializadas. Com o início da Segunda Revolução Industrial, carros passaram a ser produzidos e comercializados. tornando-se uma forma prática de locomoção. Todavia, os engarrafamentos são frequentes, os números de veículos nas ruas aumentaram expressivamente, e, com isso, há um maior acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera, os níveis de poluição e do efeito estufa são elevados.
É válido ressaltar que o Japão foi um dos primeiros países a se preocupar com esse quesito. Houve um investimento significativo na construção do trem-bala que liga Tóquio a Osaka, o que diminuiu o tempo de percurso e emissão dos gases poluentes. Contudo, é preciso ir além. Utilizar bicicletas, por exemplo. Não necessitam de combustíveis fósseis, risco de acidentes com pedestres é abaixo dos registrados com outros transportes, sem constar de o preço ser mais acessível.
No Brasil, a população está longe de alcançar a realidade dos países europeus. De acordo com a Receita Federal, 20% da arrecadação com o IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores), é investido na educação básica, e os outros 80% não têm destino fixo. É evidente que, apenas uma parcela é encaminhada à melhoria dos fluxos urbanos. O potencial fluvial pode ser explorado, sobretudo no Brasil, que possui rios continentais e uma grande costa no Oceano Atlântico, o que permite o desafogar dos tráfegos comerciais nas grandes cidades.
Logo, torna-se imprescindível que o Governo Federal, por meio de campanhas midiáticas, elucide a população a desligar os motores dos carros em meio a um congestionamento, pois, além de diminuir a emissão de gases, pode reduzir os gastos com o combustível. É plausível também a construção de ciclovias, com projetos sendo ambas, uma parceria público-privada, e, às vezes até um serviço prestado pela própria comunidade, sem custos adicionais, sendo o único dever do consumidor devolver a bicicleta intacta ao dono. Além do incremento de ferrovias em maior número de cidades, visto que, trens possuem taxa de poluição inferior aos automóveis convencionais.