A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/05/2021
Com o sistema de linha de montagem do fordismo, que teve início no século XX, os carros foram popularizados e se tornaram o meio de transporte mais popular. No século XXI, porém, com o contínuo crescimento da população e consequentemente o maior uso desse meio locomotivo, as avenidas dos grandes centros urbanos brasileiros encontram-se superlotadas o que dificulta a vida diária do cidadão.
Em primeiro momento, percebe-se a falta de infraestrutura nas rodovias brasileiras. O ciclismo é um meio de transporte que beneficia a saúde do indivíduo e não prejudica o meio ambiente, porém o mesmo não é incentivado pelo governo uma vez que as ciclovias são ausentes em muitas cidades. Os transportes públicos são, também, uma alternativa que agride menos a natureza mas devido aos baixos investimentos não são uma opção para muitos brasileiros.
Em segundo momento, observa-se que devido ao uso acentuado dos carros, a emissão de gases poluentes é crescente. De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases efeito estufa em São Paulo, prejudicando não apenas o meio ambiente, mas a saúde humana também. Além disso, o engarrafamento enfrentado todos os dias pelos moradores dos grandes centros urbanos podem gerar estresse e ansiedade, colocando em risco a saúde mental da população.
É necessário portanto, que os governos estaduais invistam verbas na construção de ciclofaixas, tanto nas metropóles quanto nas demais cidades do país. Visando diminuir, assim, o fluxo de veículos nas rodovias e melhorar a saúde física e mental dos indivíduos. Cabe aos governos estaduais, também, investir na melhoria dos transportes públicos e na construção de faixas exclusivas para os mesmos, diminuindo a emissão de gases poluentes e incentivando o uso desses automóveis.