A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
Mobilidade Urbana é definida como a condição que permite o deslocamento das pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas. No Brasil as manifestações relativas à qualidade dos serviços públicos e o aumento do índice do transporte individual, levou milhares de pessoas às ruas, colocando a mobilidade urbana no auge da agenda política e revela uma provável crise no setor.
Verifica-se que, a péssima condição do transporte público somado as grandes tarifas tributarias é o motivo do estresse, ansiedade de muitos trabalhadores diariamente. A negligência do Estado perante tais problemas é a causa não só do abandono ao meio, mas também, o prejuízo econômico e social, ja que, muito dos operários chegam atrasados em suas profissões ou até mesmo as cargas que se perdem ao ficarem presas no trânsito.
Como resultado, milhares de cidadãos acabam optando pelo abandono do meio público e começam a fazer o uso do transporte individual. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) registrou, em abril de 2013, uma frota de 77,8 milhões de veículos, entre automóveis, caminhões, ônibus, carretas e motocicletas. Em 2011, eram 70, 5 milhões. A diminuição do uso do transporte público, tem como consequência a aumento das ilhas de calor nas grandes metrópoles, poluição e engarrafamentos.
Logo, se torna evidente a precariedade do transporte público e sua evasão por parte da população. Sendo assim, o Estado deve propor para o povo brasileiro, investimentos em linhas de metrô, pedágio urbano no centro expandido para arrecadar recurso a serem aplicados na melhoria da qualidade do transporte público, ampliação de ciclovias e corredores de ônibus. O ministério da Educação também deve promover uma melhor capacitação dos agentes de trânsito e incentivar o uso de transportes alternativos para todos os cidadãos.