A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/05/2021

Dentre 1956 e 1961 ocorreu o governo de Juscelino Kubistchek e nele firmou-se a indústria automobilística, onde foi estabelecida uma cultura a qual o carro era visto como sinônimo de status cultural. Essa cultura perdura até os dias atuais e têm incentivado o crescimento desordenado da indústria automotiva. As consequências desse crescimento são graves problemas na mobilidade urbana brasileira.

O crescente número de carros e motos trafegando nas ruas, juntamente com a falta de eficiência nas leis de trânsito,  têm como resultado, o também crescente, número de acidentes de trânsito. Segundo dados do Retrato de Segurança Viária levantados em 2014, o país chegou a 22,5 mortes a cada 100 mil, número mais alto que a China, Índia e o dobro dos Estados Unidos.

Além de colocar em risco a vida de muitas pessoas, os problemas na mobilidade urbana também causam danos ao meio ambiente. Biologicamente é possível afirmar que o aumento de carros e motos é responsável por agravar as poluições atmosféricas e sonoras. Segubdo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em um levantamento de 2012, dados mostram que se a frota inteira parasse por um dia na cidade, seria evitada a emissão de 535,4 toneladas de monóxido de carbono.

Em virtude dos fatos mencionados, ficam evidentes os prejuízos que a deficiência na mobilidade urbana do Brasil causam ao âmbito social e medidas são necessárias para mudança da situação atual. Cabe ao Ministério dos Transportes investir na ampliação da rede pública de transportes, a implantação de ciclovias e na fiscalização contínua e reforçada do cumprimento das leis de trânsito, pois assim, será possível minorar os desafios do tráfego brasileiro.