A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/05/2021
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, a preocupação com uma crise crescente de mobilidade urbana brasileira, reflete essa realidade cultural de se escolher um carro ao libertar de meios de transporte menos poluidores.
O incentivo governamental para o uso de rodovias é um dos principais responsáveis pela realidade. No governo de Juscelino Kubitschek, o programa “50 anos em 5”, não intuito de interligar as áreas do Brasil, fez um ganho de investimentos em rodovias que afetaria o incentivo aos outros modais de transporte. Além desse incentivo de construção de rodovias, em um período mais recente, o governo Lula também influenciou a compra de carros.
Com a diminuição na taxa do IPI, houve um grande estímulo para se obter o tão sonhado primeiro carro. Essa taxa, que antes era tão criticada, foi reduzida temporariamente, ao ponto de permitir um grande fluxo de capital para as concessionárias. Dessa forma, com a redução dos impostos, a venda de automóveis foi facilitada.
É preciso que os necessários assumam, portanto, sua responsabilidade diante do caos do transporte urbano, uma vez que somos compelidos a automóveis. Para isso nada melhor que a rotação de placas dos carros nos centros urbanos, com base nos carros trafegar em cada dia da semana, e também investimentos em transportes coletivos de qualidade. Sendo assim, desde que haja uma parceria governo, comunidade e família, será possível amenizar os problemas ambientais, construindo um Brasil mais sustentável.