A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/05/2021

Durante o governo de Juscelino Kubischek, houve um plano desenvolvimentalista que priorizou a indústria automobilística e a construção de rodovias. Com isso, o Brasil se tornou dependente da utilização de automóveis, sendo o principal modelo de transporte. Entretanto, nota-se a crise crescente na mobilidade com impactos na economia e no bem - estar.

Em primeiro lugar, a falta de infraestrutura é prejudicial para à economia. Para o geógrafo Milton Santos, o não investimento em transporte se torna um obstáculo técnico para o desenvolvimento. Nessa perspectiva, com a dificuldade na entrega de produtos, a falta de versatilidade dos modais de transporte tem como consequência o menor investimento e a não permanência de empresas em um país com esses empecilhos. Dessa forma, trazendo prejuízos por perda de capital e empregos.

Ademais, tem o efeito negativo relacionado ao dia a dia da população. Por exemplo, uma má qualidade do transporte público, a falta de uma estrutura para transportes alternativos e a poluição causada pelo excesso de carros. Logo, tendo indivíduos com um maior grau de estresse e adoecimento, causando também uma baixa produtividade no trabalho. Nesse sentido, percebe-se a desassistência em relação a toda a sociedade que precisa se locomover.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para reduzir esse cenário. Sendo assim, o Governo Federal, o Estadual e Municipal devem estabelecer uma parceria com empresas de transporte no sentido de ampliar as frotas e as linhas de ônibus e mêtro, assim, haverá uma melhora na mobilidade da população. Além disso, com as melhores das estradas e investimento em ampliar os modais de transporte o Brasil se torna uma opção para o recebimento de investimento, como resultado mais empregos. Dessa maneira, o sistema que foi desenvolvido durante o governo de JK centrado no rodoviário será ampliado e aperfeiçoado.