A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/05/2021
Problemas da mobilidade urbana em questão no Brasil
Os meios de transporte foram criados para facilitar a locomoção e propiciar viagens mais rápidas e eficientes, deslocando não só pessoas, mas alimentos, matérias primas, e muitos outros produtos. Contudo, conforme o uso desses transportes aumenta, os engarrafamentos são cada vez maiores e mais frequentes.
O tempo é um fator determinante na vida das pessoas (chegar ao trabalho, horário comercial,…) e que interfere diretamente nos transportes. As pessoas de renda média e alta acabam optando pelos transportes individuais, que lhes conferem um conforto muito maior, porém são esses os meios que exercem maior influência no trânsito, gerando engarrafamentos e tornando o deslocamento cada vez mais caótico, principalmente em cidades grandes, onde população é muito maior.
Uma forma de resolver essa situação é favorecer os transportes públicos, que não é o que a população brasileira segue. “No entanto, apenas 52% dos municípios brasileiros contam com transporte coletivo.” de acordo com a Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU). Isso se dá também pela industrialização e urbanização tardia do país, logo, os investimentos em vias e na estruturação para o transporte urbano são mais difíceis de serem realizados com real eficácia.
As ciclovias também são uma ótima alternativa a serem exploradas, pois além de diminuir os engarrafamentos, elas são muito mais ecológicas e cooperam com o meio ambiente. “82% dos paulistanos gostariam de novas ciclovias.”, segundo uma pesquisa feita pelo Ibope, em 2019. Esse também é um modelo mais fácil e mais barato de ser adotado pelo nosso país.
Portanto, ainda há maneiras de reverter o transito caótico, com meios alternativos como ciclovias e preferência ao transporte público, mas que precisam de reformas e muito trabalho e engajamento, onde o Ministério do Planejamento calcularia os custos e a renda necessária, e o Ministério do Desenvolvimento Regional seria responsável pelas relações tanto políticas quanto públicas para a infraestrutura, atendendo à toda população brasileira.