A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/05/2021

“The Flash” é um seriado americano que conta a história de um herói com poderes de velocidade, os quais o possibilitam ultrapassar as barreiras da locomoção em uma grande cidade e salvar vidas por meio deles. Saindo da ficção, nota-se que não há poder ou medidas cabíveis para mitigar a crescente crise da mobilidade urbana, o que notifica um impasse para o desenvolvimento sustentável e a garantia da saúde da população. Sob tal óptica, é imprescindível a análise de soluções para o entrave descrito, a fim de minimizar os seus efeitos na sociedade brasileira.

Em primeiro plano, desde o surgimento das primeiras cidades, na antiga civilização mesopotâmica, a locomoção tornou-se um ponto fundamental para a efetivação das várias atividades econômicas e sociais. No entanto, na atualidade, ela apresenta-se como um processo dificultoso, em decorrência da falta de planejamento e do acelerado crescimento urbano. Nesse contexto, como resultado existe a preferência das pessoas pela utilização de veículos, o que promove a existência de um trânsito superlotado, o qual dificulta a chegada aos locais de estudo e trabalho. Além disso, o fato descrito inibe o desenvolvimento urbano sustentável, uma vez que, segundo o site Estudo Prático, cada automóvel movido a gasolina libera 120g de monóxido de carbono, agravante da poluição atmosférica.                      Outrossim, a crise locomotiva pautada gera um sedentarismo em massa, de modo a contribuir para a baixa efetivação da garantia do bem-estar físico da população. Esse alarme surge da exaltação aos veículos automobilizados, em decadência da locomoção a pé ou por meios de transporte sustentáveis, tais como a bicicleta, decorrente das desigualdades no acesso às ciclovias. Nessa visão, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, quatro em cada cinco pessoas moram longe das vias de bicicletas nas capitais. Nesse viés, as opções minimizadoras das dificuldades na mobilidade são inibidas, concomitante ao acesso à saúde, fator descrito pelo poeta português Abílio Guerra Junqueiro como fundamental para a conquista da felicidade.

Destarte, é cabível que a crescente crise na locomoção urbana brasileira, geradora de consequências negativas para a natureza e para a saúde populacional, seja mitigada. Cabe, portanto, ao Ministério do Meio Ambiente, por intermédio das prefeituras municipais, promover a construção de mais ciclovias nas cidades brasileiras, bem como incentivar a locomoção a pé, com o uso de recursos destinados à infraestrutura e da propaganda adequada, respectivamente. Quiçá, tais medidas instigarão a minimização do problema da mobilidade, de maneira a garantir o bem-estar ambiental e populacional no Brasil, o “The Flash” que permitirá, então, o desenvolvimento.