A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/05/2021
A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito a transporte como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, é fato que as cidades brasileiras contam com diversos empecilhos envolvendo a mobilidade no espaço urbano, problemas que geram estresse e insatisfação na população, uma vez que precisa lidar com o tráfego intenso e uma má qualidade dos transportes públicos.
Em primeira análise, é importante ressaltar que o crescente aumento do número de carros no trânsito se mostra de grande prejuízo ao país: comparado a transportes públicos, bicicletas e pedestres, os automóveis ocupam um espaço muito maior nas rodovias para deslocar determinado número de pessoas. De acordo com o DENATRAN, Departamento Nacional de Trânsito, há um automóvel para cada 4,4 habitantes no Brasil, número que só aumenta e causa preocupação entre os órgãos municipais, uma vez que à medida que a taxa cresce, o tráfego se intensifica nas cidades, acarretando estresse, atraso e prejuízos econômicos, como a perda de cargas de caminhões que se encontram parados no trânsito.
Consequentemente, os transportes públicos são considerados bons alternativos para resolver o problema do tráfego, uma vez que deslocam um grande número de viajantes em um pequeno espaço, mas logo são descartados pelos brasileiros devido às péssimas condições encontradas. Segundo o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a população opta por utilizar veículos próprios devido ao custo exacerbado e da falta da qualidade do transporte público. Dessa maneira, a superlotação dos ônibus e insuficiência das linhas de metrôs em ligar pontos importantes da cidade contribui para a deficiente mobilidade urbana no Brasil.
Portanto, tornam-se necessárias medidas para resolver os problemas relacionados ao fluxo urbano. Assim, cabe ao Sistema Nacional de Trânsito realizar reformas nos transportes públicos municipais, por meio de maiores incentivos financeiros, a fim de incentivar o uso de transportes coletivos pela população brasileira. Dessa forma, com a criação de corredores exclusivos para ônibus, visando uma maior agilidade, e uma maior integração desses transportes com as linhas de metrô, o cidadão brasileiro poderá usufruir do direito ao transporte com facilidade e conforto.