A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/05/2021
Desde a expansão rodoviarista feita por Juscelino Kubitschek, houve um crescimento das multinacionais automobilísticas no território brasileiro. Com o consumo exarcebado e a valorização dos transportes particulares, incentivada por JK, o aumento de engarrafamentos e desequilíbrios ambientais se faz cada vez mais presente perante a população canarinha, trazendo consigo uma crescente crise na mobilidade urbana no país.
Sobre referido exposto, o endividamento da nação é muito nítido durante as ultimas décadas. Em síntese, esse comportamento foi sendo induzido desde os governos do século XX, o que traz a tona a teoria do sociologo Zygmunt Bauman sobre a efemeridade das coisas, logo, a massificação dos produtos em conjunto de incentivos políticos resulta na líquidez da compra do “carro próprio”. Decerto, esse comportamento se encontra diretamente ligado à superlotação de automóveis nas cidades brasileiras.
Ademais, é imperativo ressaltar que segundo o IBOPE, cerca de 83% brasileiros utilizariam transportes públicos se os mesmos possuissem uma infraestrutura digna e também optariam por transportes ecológicos se as ciclovias não correspondessem a apenas 1% da malha viária do brasil. Sendo assim, esses fatos refletem na grande liberação de dioxido de carbono, pois o excesso desse gás acidifica e aumenta a temperatura dos oceanos, causando danos irreversíveis, como pode também, causar as ilhas de calor nas cidades metropolitanas, dificultando a respiração do âmbito social. Em suma, há de ter um maior investimento na mobilidade urbana brasiliense de maneira urgênte.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para diminuir as problemáticas causadas pelo consumação exagerada e descasos ambientais do estado. Dessarte, com o intuito de mitigá-las, os Governos Estaduais devem investir o dinheiro público, recebido de impostos, em mais ciclovias e infraestrutura adequadas para os transportes comunitários afim de uma diminuição significativa dos desastres ecológicos. Em segunda intância, o Ministério da Economia em conjunto das mídias devem promover propagandas e debates ao vivo sobre os problemas causados pelo excesso de transportes individuais nas ruas citadinas. Por fim, a compra irresponsável de carros ou motos diminuirão e o país poderá se tornar referência mundial de locomoção de qualidade e ecológica, proporcionando dessa forma, um melhor deslocamento do corpo social.