A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/07/2021
A mobilidade urbana caracteriza-se pela maneira das pessoas transitarem no meio urbano, o que configura o direito de ir e vir, conforme é assegurado no artigo 5º da Constituição Federal de 1988. Sob essa análise, no contexto social brasileiro vigente, tal perspectiva não se faz presente, visto que a mobilidade urbana sofre impasses. Diante disso, seja pela superlotação de automóveis, seja pela precariedade de transportes públicos, a sociedade presencia uma grande crise nas questões locomotivas.
Em primeiro lugar é importante se ater sobre exarcebada quantia de automóveis nas vias públicas. . Nesse contexto, segundo o urbanista Juciano Martins Rodrigues, o ritmo de crescimento no número de veículos supera o da população na maioria dos casos, o que resultaria no chamado ‘‘apagão urbano’’. Nessa continuidade, a consequência do aumento da quantidade de carros além de ser um impecilho no andamento do cotidiano de cada cidadão, é, também, prejudicial ao meio ambiente, bem como à saúde da população, visto a alta emissão de combustíveis fósseis. Desse modo são necessárias novas alternativas que inibam o aumento exponencial da quantidade de automóveis nas grandes metrópoles.
Outrossim, convém enfatizar a falta de investimentos nos transportes públicos como um grande contribuinte na crise da mobilidade urbana. Nesse sentido, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), os carros ocupam 70% dos espaço viário e transportam 25% da população, enquanto os ônibus ocupam menos de 10% e transportam 40% da população. Entretanto, mesmo com todas as vantagens dos transportes públicos no bom fluxo da mobilidade urbana, não há sua priorização em detrimento do transporte individual, visto que são ofertadas péssimas condições de transporte para os passageiros, como a superlotação e a insegurança, por exemplo, o que afeta diretamente na decisão do transporte individual por parte da sociedade.
Infere-se, destarte, a necessidade de medidas que melhorem a questão da mobilidade urbana no país. Para tanto, cabe ao Estado promover políticas que visem a melhoria nas condições dos transportes públicos, como a ampliação de mais linhas além das já existentes, a criação de faixas exclusivas para veículos do transporte coletivo e ciclovias, com o fito de gantir a diminuição da superlotação, bem como maior velocidade e segurança. Ademais, é importante que seja feito o compartilhamento de carros, de modo a contribuir com o trânsito, reduzir os gastos e diminuir o volume de emissão dos poluentes danosos ao meio ambiente e à saúde da população. Feito isso, será garantido, de forma plena, o direito fundamental de ir e vir no Brasil.