A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/06/2021

A Revolução Industrial foi um marco histórico que possibilitou melhorias em diversos âmbitos da vida e, dentre eles, o surgimento dos carros foi um evento de extrema importância para o mundo todo. Entretanto, há uma crise referente à mobilidade urbana no Brasil, que tem feito de um meio de praticidade cotidiana motivo de caos no panorama hodierno. Nesse sentido, indica-se como promotor do impasse a negligência governamental em relação aos transportes coletivos e, como consequência, a poluição do ar decorrente da superlotação de veículos no trânsito.

Em primeira análise, é válido ressaltar a falta de ação estatal frente à precariedade do transporte coletivo. Conforme Aristóteles, a política deve ser utilizada para que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Desse modo, percebe-se que o problema afasta a nação dessa harmonia, tendo em vista que a falta de infraestrutura nos transportes públicos implica na redução do número de passageiros e, por conseguinte, o aumento de veículos circulando, contribuindo para a agitação nas ruas. Assim sendo, faz-se urgente a adoção de medidas para reverter o quadro.

Ademais, destaca-se a poluição atmosférica como produto do alvoroço nas vias. Segundo Paul Atson, inteligência é a habilidade de viver em harmonia com o meio ambiente. No entanto, percebe-se que a crise na mobilidade urbana é, também, de ordem ambiental, uma vez que o dióxido de carbono e outros gases poluentes são liberados massivamente com a quantidade de carros na estrada, o que implica no desequilíbrio ambiental. Logo, é necessário que a inteligência proposta por Atson seja atingida.

Portanto, atentando aos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Infraestrutura, responsável pelas políticas nacionais de trânsito e transportes, promover uma reforma no setor coletivo de transporte, mediante investimento financeiro, destinado às melhorias estruturais, e social, incentivando o seu uso à população, a fim de desafogar o trânsito e colaborar com o ambiente. Assim, será possível alcançar o equilíbrio sugerido por Aristóteles.