A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/06/2021
O funcionamento e a fluidez do deslocamento das pessoas nas cidades é essencial, não somente para esfera econômica mas também para esfera social, pois promove bem-estar à população. Contudo, a mobilidade urbana no Brasil está em colapso devido ao crescimento populacional, à falta de planejamento urbano e à negligência governamental com o transporte público. Sendo assim, é necessário discorrer a respeito da crescente crise da mobilidade urbana brasileira.
Primeiramente, é preciso reconhecer que, no século XX, houve um aumento na expectativa de vida do brasileiro e, consequentemente, um crescimento da população absoluta. Deve-se salientar, ademais, que houve intensificação do êxodo rural, isto é, migração campo-cidade. Portanto, a população urbana cresceu rapidamente, o que gerou a macrocefalia urbana, ou seja, concentração espacial de pessoas e, por conseguinte, a falta de planejamento na construção de ruas e avenidas nos grandes centros urbanos. Assim, a mobilidade urbana em grande parte das cidades brasileiras é prejudicada, e os engarrafamentos são frequentes, já que o uso de carros pelos cidadãos é comum. Porém, mesmo sem um planejamento prévio, a caótica situação das ruas poderia ser amenizada se os indivíduos utlizassem menos veículos particulares e optassem pelo transporte público.
Entretanto, a elevada frota de carros e os constantes congestionamentos no trânsito se devem, principalmente, ao descaso Estatal com o transporte público. Os ônibus e trens estatais, além de transportarem mais pessoas do que a capacidade máxima permitida, têm péssima qualidade de atendimento e falhas na estrutura. Todavia, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 83% dos entrevistados deixaram de usar carro como meio de transporte se houvesse um bom transporte público. Percebe-se, dessa forma, que é importante oferecer um transporte coletivo de qualidade para, assim, diminuir a crise da mobilidade.
Logo, devido aos fatos supracitados, medidas são necessárias para reduzir o impasse. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, deve destinar parte da verda dos impostos para os municípios, para que esses aumentem as frotas de ônibus de qualidade. Isso deve ser feito a fim de melhorar o serviço e atrair pessoas, reduzindo o número de carros nas ruas. Assim, espera-se aprimorar a mobilidade urbana brasileira.