A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/06/2021

Durante a formação e interligação da unidade territorial brasileira, o plano nacional de integração foi projetado por apenas um modal de transporte, rodoviário, o qual interliga todo a nação brasileira. Ao longo do tempo, a falta de diversificação e permanência desse único modelo de transporte afeta toda estrutura econômica e social das cidades brasileiras. Dessa forma, a ineficiência Estatal é um agravador dessa crise na mobilidade que apresenta a baixa infraestrutura e diversificação.

Em primeira análise, o geografo e professor Carlos Tavares relatou que devido a enorme extensão territorial brasileira é de extrema importância a interligação de vários modais de transporte para gera fluidez no trânsito. Sendo assim, o baixo incentivo do Governo em ampliar e melhorar o sistema de transporte brasileiro acarreta um desafio social que descredibiliza transporte coletivo, o qual é de uma relevância na mitigação da crise na mobilidade urbana. Logo, essa ineficácia do Estado é um contribuidor das longas filas de carros que promove enormes congestionamento, necessitando de um processo de transformação urbana para reverter e melhorar os serviços públicos de transporte.

Em segunda análise, do ano de 2009 à 2019 mostrou um crescimento de 119% na venda de automóveis no Brasil, de acordo com dados do Jornal Globo. Conforme esses dados, mostra-se o elevado crescimento de carros nas ruas, afetando diretamente o meio ambiente com a poluição sonora e ambiental, produz cada vez mais dos gases tóxicos nos centros urbanos. Além disso, contribuindo para a saturação das rodovias que não forma planejadas para suportar a tamanha quantidade de carros nas cidades e afetando a locomoção, diminuindo o tempo disponível dos cidadãos para o trabalho, lazer e família.

Portanto, frente a esse cenário de transporte precário e arcaico, é urgente à atuação de órgãos públicos e responsáveis na gestão dos modais brasileiros. Cabe o incentivo do Governo Federal ampliar os meios de transporte- por exemplo- ciclovia, faixa exclusiva para ônibus e linhas ferreiras nos modelos de alta tecnologias. Com isso, gerar uma adesão por meio de incentivos fiscais na utilização desses meios sustentáveis, com objetivo de reduzir o tempo gasto e aumentar o número de cidadãos no deslocamento, facilitando e melhorando a qualidade da mobilidade urbana brasileira. Assim, contribuir para que as gerações futuras estejam ligadas aos modelos de deslocamento sustentável e a diversificação dos modais de transporte.