A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/07/2021
Atrasos. Estresse. Ansiedade. As consequências da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, além das já citadas, estão cada vez mais graves. Isso decorre, especialmente, da péssima estrutura de transporte público da maioria das cidades do país, gerando, desse modo, um fenômeno climático denominado ilhas de calor. Considerando esses aspectos, faz-se necessário uma intervenção com o intuito de melhorar a qualidade da mobilidade urbana.
Diante desse cenário, é válido destacar que o número crescente do uso de automóveis individuais em nossa sociedade é incentivada, principalmente, pela falta de qualidade no transporte público. Indubitavelmente, essa circunstância proporciona um terrível engarrafamento e grandes perigos para pedestres e para indivíduos que optam por modais. Desse modo, Chico Buarque, grande músico brasileiro, descreve em sua música “Construção” o trágico acidente de uma pessoa, o que produz um maior congestionamento. Por isso, é inadmissível que o Brasil, país promulgador da Constituição Federal de 1988, não tenha um projeto para diminuir o desequilíbrio na circulação de veículos.
Nesse sentido, é fundamental salientar que a poluição gerada pelo uso excessivo de automóveis nos grandes centros urbanos contribui diretamente nas ilhas de calor. Além da má circulação de ar e vento por conta dos grandes prédios e fábricas, os gases soltos na atmosfera por carros, motos e ônibus, gera uma enorme bolha de ar quente e, consequentemente, uma elevação na temperatura. Sob esse viés, um estudo realizado pelo IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) revelou que 72,6% das emissões dos gases de efeito estufa são causados por automóveis. Dessa forma, os problemas causados pela crise na mobilidade urbana são, demasiadamente, abrangentes e, por isso, resultam em uma sociedade poluída e desorganizada.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para que haja um melhor circulação de veículos no nosso país. Portanto, o Governo Federal deve ampliar as linhas de ônibus e metrôs, por meio de parcerias com empresas, para que haja um maior número de compartilhamento de bicicletas, patinetes e automóveis públicos, a fim de melhorar a qualidade do transporte e diminuir o incentivo da compra de um carro único e individual. Ademais, cabe ao Governo Estadual e Municipal ampliar as áreas florestais nos locais de maior urbanização, por intermédio de uma colaboração com ONGs que visam o bem estar do meio ambiente, da população e do planeta. Espera-se, com isso, um Brasil mais harmônico e saudável.