A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/06/2021
No jogo eletrônico Cyberpunk 2077 é retratado um cenário futurístico onde a sociedade constatemente utiliza diversos meios de transportes urbanos para trafegarem dentro da cidade, além de deixar explícito o desinteresse do governo em solucionar essa grande circulação de veículos e pessoas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Cyberpunk pode ser relacionada ao mundo contemporâneo, visto que a negligência governamental e a má qualidade de veículos públicos corroboram para a crise na mobilidade urbana.
Primeiramente, observa-se um grande despreparo do governo em supervisionar as políticas de trânsito, que na maioria dos casos, não são respeitadas pelos motoristas e podem causar futuros acidentes deixando a segurança da população em risco. Segundo dados do Correio, portal de notícias, no ano de 2016 houveram mais de 40.000 casos de veículos interrompendo o tráfego urbano, o que ressalta a importância de haver uma melhor execução das políticas de trânsito.
Por conseguinte, presencia-se uma péssima qualidade dos veículos públicos, principalmente nos ônibus, transporte mais utilizado pela população brasileira. Após as grandes revoluções industriais, produtos e bens se encontravam muito caros e fizeram a população se afastar dos grandes centros urbanos, sendo assim, o trajeto de suas jornadas de trabalho tornaram-se extensos e para poder acomodar o máximo de pessoas com o menor custo a utilização excessiva de ônibus se tornou algo frequente nas cidades, mesmo não ofertando uma qualidade boa.
Por esse viés, é de suma importância que o Estado, responsável pela harmonia na movimentação urbana, reveja e aplique novas metodologias de monitoramento que possam evitar futuras complicações no tráfego urbano, além de investir em uma melhoria na qualidade dos transportes públicos, com o dinheiro que o povo brasileiro fornece através dos impostos públicos. Somente assim, será possível superar os desafios existentes a respeito da mobilidade urbana no século XXI.