A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/06/2021

Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa do desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, a crise na mobilidade urbana brasileira. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só a falta de influência legislativa, como também a escassez de debate sobre o assunto.

Em primeira análise, a influência legislativa mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à questão da crise na mobilidade urbana no Brasil, uma vez que o problema continua reverberando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida pelo despreparo do Estado em entregar uma mobilidade urbana funcional e efetiva, dificulta-se a resolução desse impasse.

Em segunda análise, a falta de debate sobre o assunto apresenta-se como outro fator de influência na dificuldade de solução do problema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a crise na mobilidade urbana no Brasil, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada devido a falta de infraestrutura não só em ruas, avenidas e estradas, como também no transporte público que é amplamente utilizado por grande parte da população. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Desse modo, cabe ao Ministério do Transporte ampliar a rede pública de transportes com mais ônibus e criação de mais ciclovias, tal medida deve ocorrer em todos os grandes centros urbanos, principalmente aqueles mais conjestionados, visando assim um trânsito com menos carros, menos engarrafamento e com um tempo reduzido de deslocamento. Dessa forma, pode-se garantir a diminuição da crise na mobilidade urbana brasileira.