A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/07/2021

Um dos direitos fundamentais que o indivíduo possui é o de mobilidade, ou seja, ir e vir livremente. No entanto, percebe-se que se torna cada vez mais difícil associar essa expressão nos centros urbanos atuais. Uma vez que o processo de mobilidade urbana ocorre de modo inadequado e ligado à urbanização, além de apresentar ao cidadão diversos impactos.

Como primeira observação, tem-se a urbanização de modo pouco padronizada no Brasil. Logo, nota-se um fluxo de pessoas do campo até às cidades sem um planejamento, o que ocassiona uma expansão longitudinal dos centros urbanos e expande as distâncias entre a população e os polós econômicos. E, desse modo, gera a necessidade de deslocamento elevado de indivíduos para os locais de suas atividades diárias, o que caracteriza os movimentos pendulares, e acabam por gerar uma significante alteração na mobilidade urbana, visto a falta de diversidade de modais de transporte para comportar todos o usuários.

Como consequência, o grupo social lida com outros tipos de impactos ligados ao carater socioambiental. Como exemplo a qualidade do ar, devido a poluição nas cidades que se percebe pelo elevado número de veículos que usam derivados do petróleo para funcionar e com essa liberação e acúmulo no ambiente elevam a temperatura local e promovem impactos a saúde da população. Além disso, o tempo decorrido no trajeto  em um ambiente de baixa qualidade de ar respirável, com barulho elevado  promovem ao cidadão uma condição de estresse que impacta em sua qualidade de vida com o decorrer do meses de exposição.

Desse modo, é indespensável compreender a dinâmica social para solucionar a crise de mobilidade. Sendo necessário uma atuação da Confederação Nacional de Transportes junto às prefeituras com o intituito de desenvolver campanhas do uso consciente dos automáveis ao sugerir o mecanismo de transporte compartilhado (caronas), a fim de reduzir o número de veículos nas ruas, além de planejar e execultar de forma acertiva o planejamento de novos modais de transporte com vasta conexão entre si, o que reduziria o tempo de trajeto e nível de estresse a ser exposto aos indivíduos, bem como promover  o incentivo ao uso e produção de meios menos poluentes.