A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/07/2021
Filas, assaltos e acidentes são apenas alguns dos termos que ocupam diariamente as manchetes de jornais quando o assunto tratado é transporte público. Esse campo semântico define perfeitamente a questão da mobilidade urbana brasileira que é marcada por uma extrema precariedade nos meios de locomoção devido à ineficiência do governo e a falta de consciência da população.
Em primeira análise, nota-se que a má gestão dos políticos é uma das principais causas por trás do caótico sistema de locomoção atual. Por conta da intensa corrupção e do despreparo dos gestores públicos, as estruturas que já existem não são aprimoradas e novas iniciativas sempre ficam inacabadas. Um claro exemplo dessa dinâmica pode ser observado na construção da ciclovia ligando a Zona Oeste e Sul do Rio de Janeiro que por conto do seu péssimo desenvolvimento foi destruída por uma onda pouco tempo depois de inaugurada, causando a morte de várias pessoas. Devido situações como essa, os cidadãos sentem-se inseguros e preferem o trânsito a ter que se expor a situações de perigo e desconforto.
Seguindo essa linha de raciocínio, percebe-se que a falta de investimento no trasporte público também gera na população uma sensação de descaso e raiva. Cotidianamente, observa-se estações de metrô e ônibus depredadas. O motivo por trás dessa situação é o abandono sentido pelos indivíduos que não percebem que a destruição só os prejudica ainda mais. Sendo assim, os veículos automotores, que já estragariam naturalmente, ficam apenas ruins mais rápido e continuam quebrados porque o governo não concerta. Dessa forma, a questão só é agravada, gerando mais filas, aglomerações e congestionamentos.
Portanto, a fim de solucionar a crescente crise da mobilidade urbana é preciso criar o projeto “Juntos pelo Trânsito”. O governo em conjunto com empresas de desenvolvimento de meios de transporte e gestão do espaço urbano criará um plano para o desenvolvimento da mobilidade brasileira. As empresas participantes terão seus impostos reduzidos e em troca auxiliarão a criar mecanismos para desenvolver as estruturas já existentes. Somente com o trabalho conjunto e no que já existe a situação pode melhorar.