A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/07/2021
Em meados do século XX, no governo de Juscelino Kubitschek, a expansão rodoviária toma grande proporção, cuminando em um aumento no trânsito de carros particulares nas ruas. Nesse sentido, percebe-se o impacto causado pela popularização desse tipo de automóvel, visto que a mobilidade urbana brasileira encontra-se em uma crise crescente. Assim, é necessário entender como a falta de planejamento e a precária infraestrutura dos transportes públicos corrobora esse problema.
Deve-se pontuar, inicialmente, que o aumento no número de carros nas ruas dificulta o trânsito nas mesmas. Nesse viés, a prefeitura da cidade de São Paulo criou um sistema de rodízio de veículos, em que existe um horário e dia específicos para determinados carros transitarem, sendo feita essa divisão de acordo com a placa de identificação, e, em caso de desrespeito dessa lei, é aplicada uma multa ao proprietário do veículo. Esse tipo de ação mostra que um planejamento adequado é capaz de melhorar a mobilidade na cidade. Portanto, enquanto o caos causado pelo imenso número de carros nas ruas for ignorado, a crise continuará se agravando.
Ademais, é válido destacar a importância dos transportes públicos para o deslocamento das pessoas. Com a Segunda Revolução Industrial, a utilização das locomotivas a vapor se popularizou por ser um meio de locomoção rápido. No entanto, esse tipo de transporte vem sofrendo com a superlotação de suas cabines, como consequência de sua localização em áreas urbanas e populosas. À vista disso, a sociedade tende a buscar por alternativas mais confortáveis para transitar, optando, em grande maioria, na utilização de carros particulares.
Logo, cabe aos estados federativos, por intermédio de seus respectivos órgãos de trânsito, fazer um planejamento divindo os carros que podem transitar nas ruas em horários estratégicos, a exemplo da cidade de São Paulo, a fim de diminuir o fluxo de automóveis. Ademais, deve-se aumentar o número de cabines em metrôs, com o intuito de deixá-los mais confortáveis, e, assim, melhorar a mobilidade urbana.