A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/07/2021

Arquimedes, matemático italiano, afirmou que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Analogamente, é fato que o Brasil apresenta uma crescente crise de mobilidade urbana. Dessa forma, tal conjuntura manisfesta-se por meio da falta de infraestrutura nos transportes públicos, bem como o uso do carro como “status social”.

Sob esse viés, é imperioso destacar que falta eficiência na mobilidade dos transportes públicos. Nesse sentido, fica claro referenciar a teoria do Contrato Social de Tomas Hobbes, em que é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da população. Diante disso, a privação de investimentos na área dos transportes tem como consequência o trânsito, o qual trajetos que demoram cinco minutos para serem feitos, chegam a pendurar por mais de 1 hora. Então, urge ao Estado minimizar o problema.

Ademais, a visão do automóvel como “status social” torna-se outro contratempo. Sendo assim, é válido ressaltar que essa cultura foi desenvolvida no governo de JK, que incentivou a indústria automobilística. Nessa lógica, o aumento do número de carros implica no que tange o trânsito supracitado, além de ser motivado pela baixa qualidade dos transportes públicos no país. Logo, é necessária a desconstrução dessa visão imposta por Juscelino.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o tal adversidade. Desse modo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional criar o “Plano Nacional da Mobilidade Urbana Ferroviária”. E, nele deve constar que será obrigatório o destino de verbas para a implementação do transporte ferroviário, como mêtros, em todas as cidades brasileiras que apresentarem mais de 180 mil habitantes. Por fim, espera-se com essas intervenções, aumenta capacidade de deslocamento dos brasileiros.